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A inovação contábil é de quem está preparado para mudar

A inovação contábil é de quem está preparado para mudar

Há uma revolução acontecendo no mercado de contabilidade no mundo todo, especialmente nas principais empresas do setor – ou, pelo menos, para aquelas que aceitam o desafio de enfrentar as mudanças que ocorrem debaixo de seus narizes. E essa revolução passa pela inovação contábil. Mas como saber se uma empresa está preparada para mudar? Como mudar? Como criar a cultura, a mentalidade e a coragem para mudar?

A resposta para tudo isso pode ser a preparação. Mas ela sozinha não demonstra o tamanho do desafio. Com tantas inovações, ferramentas, métodos, mudanças de pensamento e novas estratégias, é preciso aliar habilidades, experiência e inteligência na hora de mostrar que o serviço contábil pode ser de grande valor, além daquilo que o cliente está enxergando.

“O interessante de se analisar o contexto macro do mercado atual é que a fórmula de planilhas e relatórios básicos ainda é muito eficiente, mas somente quando há um profissional capacitado para usar a tecnologia de cruzamento de dados e extrair daí um relatório completo que realmente pode mudar os rumos de uma gestão financeira de um empreendimento. O cliente percebe que você usou muita tecnologia, mas você precisa mostrar o básico através dessas ferramentas, ou ele vai perder a confiança no seu serviço. É algo quase paradoxal”, analisa Expedito Gatti Jr., diretor da Gatti Consultoria.

Para Gatti, a grande sacada para os profissionais do setor, sejam eles de grandes corporações ou escritórios familiares, é “envolver os clientes em uma estratégia que contemple não apenas o serviço contratado, mas uma consultoria direcionada sobre os rumos que o negócio pode tomar, contextualizando a empresa no mercado e na economia como um todo, saber deles onde eles esperam que a economia vá, e então armá-los com estratégias para antecipar esses problemas. Esse é o verdadeiro desafio da inovação contábil”.

 

O contexto da mudança

O trabalho no setor contábil vem se tornando cada vez mais complexo, mas ainda continua com seu enfoque no compliance, termo constantemente trabalhado aqui. E, embora o trabalho de compliance – seja nas áreas fiscal, tributária ou financeira – se mantenha como sendo um dos pilares do setor contábil, os clientes das contabilidades estão exigindo conselhos mais verdadeiros e mais próximos da realidade, além de uma mudança na forma como são atendidos. 

Isso acontece pela mudança de percepção dos clientes, que passam a exigir essas novas demandas de acordo com as realidades que sentem. Na outra ponta, essa exigência acarreta uma busca de como aproveitar todas as ferramentas tecnológicas e os dados disponibilizados como vantagem competitiva, o que causa um impulso para uma empresa evoluir seus parâmetros de serviços para que eles não se tornem obsoletos ou virem commodities. É aí que mora a real inovação contábil!

Desde o ano passado a Solutta alerta para essas mudanças. Artigos e entrevistas com especialistas do setor – como o norte-americano Doug Sleeter, por exemplo – apontam os rumos das novas habilidades do profissional contábil.

Porém, a percepção geral é que poucas empresas realmente começaram a mudar significativamente sua estratégia de serviços que façam frente à disrupção que tanto a tecnologia quanto os concorrentes não tradicionais estão trazendo ao mercado.

E com esse mercado em mudança, com muitos atores novos surgindo no setor, e aí podem ser incluídos os não tradicionais e os de nicho, a competição por espaço e serviços continua a aumentar. Consequentemente, as empresas que não conseguem agregar valor diferenciado – além dos serviços tradicionais de compliance – verão as margens de lucro continuarem a diminuir, fazendo com que os clientes busquem quem consegue fornecer esse valor agregado com a inovação contábil.

Para Eldo Santos, executivo de Atendimento da Solutta, o empresário precisa ser preparado para lidar com as mudanças do mercado. “O gestor, empresário ou administrador não costuma ter ciência ou estar atualizado o tempo todo sobre as mudanças de regras tributárias, novas obrigações acessórias, programas do governo e ferramentas tecnológicas que impactam na gestão empresarial. Ele está focado no dia a dia dele. Pensando do lado do contador, existem os mais tradicionais e uma nova geração que parece se mostrar mais preparada para questionar, formatar e melhorar essas estratégias. Na minha visão, uma empresa que consegue se destacar é aquela que consegue unir esses dois perfis para incrementar sua oferta de serviços”.

“A inovação contábil com qualidade passa pela tecnologia, mas agregando a experiência do contador para apresentar essas ferramentas, mostrando ao empresário que o contador está junto na caminhada profissional”, atesta Santos.

A mudança de mindset

Nesse contexto, os líderes e gestores devem ver isso como uma oportunidade única para começar a reinventar seus negócios e serviços e encontrar uma maneira de agregar esse valor, o que a maioria das empresas do ramo atualmente ainda patina um pouco para encontrar. 

Porque a percepção atual para os clientes é que existem poucas opções realmente diferenciadas, e os serviços oferecidos pelas empresas parecem ser comoditizados. Os clientes vêem a maioria dos serviços, tecnologias e relações financeiras das empresas como indiferenciadas. “Para ganhar o jogo onde os clientes estão exigindo novos e diferentes serviços, a primeira coisa é deixar de ser o mesmo”, diz Gatti. 

O consultor explica que “o profissional deve trazer a inovação contábil ao seu cliente como um conjunto de soluções e não apenas usar as ferramentas para dar um relatório cheio de números no final. O ideal é estar ‘antenado’ com o que acontece no contexto geral daquela empresa perante a área de atuação e mostrar ao cliente que aquela determinada ferramenta pode fazer a diferença no negócio dele, mas pensando a estratégia em conjunto. Não adianta ter um software exclusivo que mostre o quanto ele perde ao final do mês se ele não consegue entender como funciona um fluxo de caixa. E essa parte mais básica da explicação cabe ao contador mostrar”.

Por exemplo, se o empresário imagina que a economia em geral está indo para uma direção, ele pode querer arranjar linhas de crédito ou antecipar recebíveis ou mesmo adiar a compra de propriedades ou equipamentos na expectativa de que os preços caiam. Por outro lado, se ele acha que está ocorrendo um boom (mesmo que seja apenas em sua área de atuação ou em seu mercado), ele pode querer reduzir os custos dos fornecedores ou aumentar a capacidade de antecipação.

Muitos empresários, principalmente os de menor porte, não estão preparados para pensar estrategicamente sobre o futuro; e cabe ao contador ensiná-los e guiá-los para esclarecer seus pensamentos sobre o que está por vir. 

Mesmo aqueles que pensam estrategicamente sobre o futuro podem não conhecer todas as diferentes estratégias usadas para se prepararem para isso. “Você pode passar informações em vídeo, em treinamentos, em tutoriais de ferramentas, de diversas formas, mas acredito que a melhor maneira é estar lado a lado com o cliente. A experiência do contador que tem insights sobre o mercado como um todo, bem como em setores específicos da economia, colocam o profissional em uma excelente posição para questionar os problemas e oferecer opções concretas ao cliente com respostas bem embasadas. Essa é a inovação contábil que falamos. E não é algo fácil colocar isso em prática”, enfatiza Santos.

 

Os caminhos para o sucesso

Naturalmente, a maioria das empresas está se esforçando para se diferenciar do grupo. Contudo, definir um valor monetário para algo que não é facilmente tangível é o verdadeiro desafio da inovação contábil. Fazer com que o cliente perceba o valor agregado dos seus serviços, saindo de commodities contábeis para uma consultoria personalizada sem que isso encareça o serviço em demasia é a grande dificuldade da contabilidade atual.

Portanto, atender a essas exigências vai exigir que líderes e empresas resolvam, prioritariamente, estes três desafios:

1. Colocar a inovação contábil contínua no centro da estratégia

Eficiência e escalabilidade são essenciais para o sucesso de grandes empresas. No entanto, satisfazer as necessidades dos clientes hoje em dia significa estar em uma jornada de mudanças contínuas lado a lado com os clientes. Isso significa elaborar uma estratégia de solução de problemas sem um roteiro padronizado e aproveitando as novas ferramentas e formas de se trabalhar de modo a permitir que eles atinjam seus objetivos. Isso deve começar com a inovação contábil sendo uma parte explícita da estratégia da empresa.

“A inovação não é um lampejo de gênio, apesar de muitas vezes ser celebrado como tal. Pelo contrário, é o resultado de um processo intencional que conecta as necessidades do cliente, a disciplina, a geração de ideias, o processo de verificação de dados e o investimento. Em resumo, você precisa se organizar para inovar. Embora seja verdade que a inovação pode vir de qualquer lugar, ela deve estar focada em atender às necessidades do cliente”, explica Gatti, que complementa “o processo de inovação contábil deve passar pela consultoria aliada à tecnologia. Somente assim você pode agregar valor ao seu trabalho profissional, mostrando que é imprescindível para aquele cliente”.

2. Transformar-se em uma empresa consultiva

Embora as empresas continuem a buscar o crescimento por meio de serviços de consultoria, nenhuma delas achou o mapa do tesouro para se tornar uma empresa totalmente consultiva. 

“A empresa que quer promover uma inovação contábil precisa de pessoas capacitadas, e também de promover essa capacitação para que isso seja revertido para a própria empresa. O profissional não pode apenas se questionar ‘como posso fazer esse relatório mais rápido, mais fácil e mais barato?’, mas também precisa começar a perguntar ‘como posso usar o que aprendi sobre o negócio e a indústria do cliente para definir como ele alcança seus objetivos?’. Essas inovações levam tempo, mas também levam ao profissional a ter muito mais destaque perante o cliente e o mercado”, destaca Santos.

3. Remodelar a auditoria em torno da tecnologia

A inovação contábil trazida pela tecnologia faz com que hoje as auditorias podem sejam feitas com mais eficiência do que nunca. No entanto, há um limite de quanto os clientes pagarão para que as pessoas façam o que as máquinas podem fazer mais barato (ou até mesmo comprar diretamente um software), o que pode vir a reduzir cada vez mais as margens de faturamento das contabilidades. 

Se a oportunidade é tornar-se “consultiva em primeiro lugar”, as empresas devem, pelo menos, começar a focar menos no compliance, mudando sua mentalidade para que a inovação contábil seja usar todas as habilidades que resultarão nesse compliance de forma natural.

Ou seja, as mesmas ferramentas e mudança de mindset que tornam a auditoria mais rápida, fácil e barata, podem ser usadas para colocar as empresas em uma posição única para reunir dados e conhecimento de modo a fornecer insights de negócios. Selecionar inteligentemente essas habilidades requer capacidade de inovação contábil a fim de desenvolver a melhor estratégia que trará maior impacto nas necessidades específicas do cliente. 

Conclusão

Os clientes querem insights e uma vantagem competitiva. Se você puder atender a essas necessidades, haverá um crescimento significativo. Fazer isso agora pode ajudar a fortalecer sua empresa e proteger a competitividade em uma recessão futura. E é isso que a Solutta faz há mais de 10 anos.

Nós sabemos como fazer. Mas e você, como vai lidar com os desafios que estão diante de você?

 

Por Atracto (colaboração: Expedito Gatti Jr, diretor da Gatti Consultoria, e Eldo Santos, executivo de Atendimento da Solutta)

Post by Saulo Novaes

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