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As projeções da Inflação Global para 2022 e como o Brasil está inserido nelas

10 dicas para não cair na malha fina!

10 dicas para não cair na malha fina!

O cenário de pandemia em decorrência da Covid-19 (ainda que a vacinação e o término das restrições tenham avançado bastante) e a recente eclosão da guerra na Ucrânia mexeu com o quadro inflacionário mundial. As cadeias de energia e suprimentos foram drasticamente afetadas, os acordos comerciais e diplomáticos envolvendo a Rússia tiveram restrições ou suspensões severas e todos esses fatores deixaram o mundo sob a perspectiva sombria ante aos impactos da inflação no custo de vida – naturalmente já elevado nos últimos tempos, de forma geral – das nações.

Esse panorama serviu para que o Fundo Monetário Internacional reavaliasse as projeções de inflação no decorrer de 2022 tanto para os países desenvolvidos – que terão 1,8% a mais na consideração – como os que estão em desenvolvimento – estes com 2,8% a mais de efeito na análise.

E como estava a previsão anterior? Nas economias desenvolvidas, o índice posto foi de 5,7%. Já para o grupo de nações em desenvolvimento, o número no pico de aumento de preços estimado era de 8,7%, significativo o bastante para demandar uma atenção mais que especial acerca de seus efeitos. Para se ter uma ideia, desde a Grande Recessão (ocorrida no final dos anos 2000) não era visto um acréscimo tão elevado na inflação. E isso, claro, tem peso maior às economias não industrializadas, em especial pelo momento de dificuldade global que a Covid-19 impôs de 2020 para cá.

E como o Brasil se encaixa diante dessas circunstâncias?

De acordo com o mapa abaixo, de estudo e autoria do próprio FMI, o Brasil está classificado dentro da faixa de inflação esperada para 2022 entre 5% e 9.9%, o segundo menor índice entre as categorias.

Quadro da inflação anual projetada por país em 2022, do FMI. Reprodução: Statista

Ainda que o custo de vida e o notório aumento dos preços tenha causado um frisson negativo nos últimos meses, alguns fatores explicam o quadro menos caótico em comparação com outras nações.

A produção agrícola deixa o Brasil competitivo no mercado exportador, sendo bastante demandado em tempos de diplomacias afetadas (principalmente no oriente) pela tensão causada após a invasão russa à Ucrânia. É ano eleitoral e a movimentação da bolsa de valores brasileira deve se beneficiar dessa conjuntura, pois é composta por um grande volume de empresas do setor de commodities.

Outro ponto destacável é a cobertura vacinal da Covid-19 no país, que permite reaberturas econômicas mais prósperas. Só para se ter uma ideia, se o estado de São Paulo fosse uma nação ele estaria em primeiro lugar entre os países que mais vacinam no mundo, tendo 86,83% da população com o esquema vacinal completo – dados recentes do fim do mês de abril. Os números são melhores no comparativo com EUA, Reino Unido, Espanha, Alemanha, França, Japão, Itália e China segundo o portal Our World In Data, da Universidade de Oxford. Considerando que o Brasil detém a maior economia da América Latina, é bastante animador esse cenário de “retomada normal” das atividades, sobretudo em seus principais polos econômicos.

Nações em que os problemas econômicos e conflitos externos estão mais latentes em 2022 apresentam taxas de inflação bem elevadas diante da média global, como é o caso de Argentina, Iêmen, Turquia, Zimbabwe, Emirados Árabes Unidos e Venezuela destacados no mapa. O Brasil se coloca dentro dos quase 80 países com a inflação acima de 5 por cento, mas abaixo de 10 por cento.

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